YOUTUBE: Olhos neutros & lábios intensos

Pois bem aqui fica o mais recente vídeo que publiquei.

Espero que gostem.

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Maquilhagem sem limitações

O desabafo

Eu precisava, a sério que precisava desta pausa no blogue para cá voltar. Eu sentia-me a sufocar com a obrigação de aqui escrever todos os dias, ou pelo menos algumas vezes por semana.

Mas preciso porquê? Porquê debitar informação só porque sim, quando o que importa é trazer informação e partilhas interessantes, e não apenas fazê-lo por fazer? A web está a abarrotar de blogues que despejam regras, dicas, tendências, novos produtos… autênticos debitadores de informação! A questão é que eu não quero mesmo fazer o mesmo. Este é, e será sempre um espaço de partilha de técnicas, dicas, ideias, sugestões, tendências que eu testo e acredito. Não coisas compradas, com opiniões pouco fundamentadas e altamente tendenciosas ou com 2ªs intenções.

E então anuncio que estou de volta. Pronto já desabafei!

A partilha de hoje

Hoje gostava de partilhar, com vocês, algo que vai acabar (ou deveria pelo menos!) acabar com todos aqueles comentários: “eu não tenho jeito para me maquilhar”, “ah e tal não consigo aplicar batom vermelho”, “nunca vou conseguir aplicar maquilhagem”.

Hoje estes pensamentos auto-destrutivos, no que remete à maquilhagem, terão de terminar, quando vocês virem o vídeo que se segue.

A Lucy é cega. E esta limitação poderia ser por si só uma “desculpa” para que ela se resignasse a nunca utilizar a maquilhagem na sua vida. Mas o seu slogan é “You can have blindness and beauty”, porque de facto nem a cegueira é impedimento para nos maquilharmos e mostrarmos ao mundo o que temos de melhor. Esta mulher é linda, maravilhosa e inspiradora!

Acredito mesmo que todos aqueles comentários auto-depreciativos sobre a vossa aptidão para se maquilharem devem terminar. Na maquilhagem é como disse a Lucy: é preciso praticar, praticar e praticar!

Não existem limitações quando o objectivo é pegar no melhor que nós temos e deitá-lo cá para fora. A maquilhagem (na sua essência) não existe para enganar ou iludir ninguém, criando a ideia que somos “deusas gregas”, quando na verdade o não somos (só mesmo porque elas nem existem!). A maquilhagem é só uma ferramenta à nossa disposição para destacarmos o que mais gostamos em nós, e aquilo que verdadeiramente somos. A maquilhagem é uma extensão de nós mesmos, e não o que nos define.

A maquilhagem é acessível a TODOS!

TODOS podem e conseguem maquilhar-se! Agora é com prática que conseguimos um bom resultado, e só por este caminho!

iWoman: vencer as dificuldades.

Gostava de partilhar convosco algo que acredito ser transversal a todas: há sempre “vales” (problemas) na nossa vida. Mesmo que aparentemente façamos sempre o correcto e tomemos sempre boas decisões uma coisa é incontornável, passaremos sempre por períodos muito difíceis, em que teremos grandes dificuldades.

No entanto, acredito que é a nossa capacidade de responder nesses momentos que ditará a forma como sairemos destes períodos mais sombrios e difíceis. É a nossa capacidade de resposta nos piores momentos que dita até onde conseguiremos chegar no futuro.

Deixo-vos 3 dicas para quando estamos a passar por estes momentos:

1- Mantenham-se activas. As dificuldades têm uma tendência natural para nos “adormecer”, deixando-nos inertes e sem capacidade de resposta. Quantas de vocês já viram nos filmes e séries que quando alguém tem um acidente o seu corpo tende naturalmente em adormecê-los, mas para sobreviverem eles devem permanecer acordados. O melhor que podemos fazer neste momentos problemáticos é manter-nos activas. Sê activa. Se estás sem emprego, não fiques parada em casa a desesperar voluntaria-te numa instituição, desenvolve um projecto que gostes, lê, inspira-te, faz desporto, activa-te. Activas, mantemos os nossos sentidos alerta e quem sabe se não estaremos mais atentas para encontrarmos uma saída deste momento complicado?

2 – Mantém-te conectada. Outro sinal quando estamos a passar por uma grande “depressão” (sentido figurado) é a tendência que temos para nos isolar. Mas manter-nos ligadas às pessoas certas (que nos fazem bem!) é muito importante para conseguirmos chegar a “terreno plano”. Um orador que admiro muito Carl Lentz mencionou o seguinte: “diz-me quem são os teus 5 amigos mais próximos e dir-te-ei onde estarás nos próximos 5 anos”; e eu concordo com isto! Devemos manter-nos conectadas às pessoas certas, pessoas que nos inspiram, elevam e nos fazem querer chegar mais longe.

3 – Mantem-te focada. Nunca tires os olhos dos teus objectivos. Ainda que estejas a passar pelo problema mais complicado da tua vida não desistas daquilo que acreditas e de onde queres chegar. Certa vez ouvi esta história: uma mulher lutava contra um cancro mortal, e em vez de se resignar às evidências médicas ela aproveitou cada tratamento que ia faz para se dedicar a ajudar os outros doentes. A sua paixão por ajudar os próximos era tão grande, que apesar de ela estar a morrer de cancro, focou-se em ajudar os que mais precisavam.

Espero que vos possa ajudar, seja qual for a vossa situação, o que interessa é que nunca desistam de vocês.

Se quiserem, utilizem este espaço para partilharem alguma experiência ou história que conheçam, que possa ajudar e inspirar alguém que esteja a passar por um momento bem complicado, partilhem!

As nossas vivências podem ajudar muito mais os outros do que imaginamos. 🙂

Woman Standing on Mountain Top

iWoman: a mulher e o amor-próprio.

A mulher precisa gostar de si. Não “dava jeito”, não “era útil”; a mulher precisa mesmo de gostar de si, para poder amar o mundo. E a questão é: quantas mulheres conseguem verdadeiramente gostar de si, em toda a sua plenitude? Não especularei sobre estatísticas que tão pouco dizem, mas sim, naquilo que verdadeiramente conta: a mulher não gosta assim tanto de si, ou se gosta não age em conformidade com esse amor.

A minha profissão dá-me a oportunidade de estar muito tempo com mulheres muito diferentes, e nesta partilha consigo ver que uma grande maioria nós tem uma difícil relação com o seu espelho. Este relacionamento é intempestivo, pois estão demasiadas vezes em desacordo. Algumas chegam mesmo a cortar relações com o seu “inimigo reflector”, ignorando-o em casa, no trabalho, nos provadores das lojas, nos elevadores. A mulher finge que não se importa, mas a sua indiferença é meramente exterior, e esconde a dor profunda que sente, sempre que toma consciência da sua não-auto-aceitação.

Só que a teimosia feminina em nada diminui a petulância do espelho, que teima em lhe mostrar a todo o momento aquilo que ela não queria ver, aquilo que ela gostava de ignorar e esquecer.  Oxalá essa indiferença fosse de facto possível, seria mais fácil para a mulher. Mas não é, e o descontentamento traduz-se em desagrado profundo com o seu próprio reflexo. Esta desaprovação por si só é destruidora de tudo aquilo que caracteriza a mulher, e fá-la sofrer profundamente, em silêncio.

Até que um dia, já não existem espelhos em casa, não existem sequer sorrisos.

Quantas de nós passamos, passámos, ou conhecemos alguém que está a passar por isto? Quantas mulheres existem neste planeta que perderam o amor e confiança que tinham pela pessoa com quem asseguradamente terão de conviver até ao último suspiro?

Este é um dos flagelos mais silenciosos, complicados de resolver e que actualmente temos de enfrentar na nossa sociedade.

Tenho acompanhado demasiadas situações destas. Muita inalienação de si próprias, por não conseguirem suportar o facto de serem diferentes, esquecendo-se que é essa diversidade que as torna tão especiais. Mas tudo isto é normal quando somos bombardeados diariamente com imagens fictícias, com esteriótipos imaginários de aceitação, que só “reduzem” quem é diferente.

Como explicar a uma jovem adolescente que não precisa vestir-se como as capas de revistas de moda, para se sentir aceite? Como explicar a uma mulher que ganhou 20 kg durante a gravidez que não deixou de ser igualmente bonita e especial? Sabiam que actualmente as mulheres no período de pós-parto sentem a terrível pressão de regressarem à sua imagem anterior rapidamente, dados os exemplos milagrosos das celebridades que expulsam os quilos, “banhas” e peles da gravidez que poucos dias?

Quantas mulheres vivem depressivas na altura de comprar um biquini, porque olham para os cartazes publicitários e não conseguem ver-se igualmente bem no provador?

Quantas mulheres têm vergonha de comer um gelado em público, com receio do escárnio imaginário dos que as veriam comer este pecado gastronômico, devido aos quilos visíveis a mais? Quantas mulheres deixaram de frequentar praias porque não querem expor os seus corpos roliços?

Quantas mulheres se recusam a não-não-utilizar maquilhagem, por não conseguirem aceitar as marcas que têm no rosto, e terem vergonha da sua pele em estado natural?

A nossa sociedade esqueceu-se que ao procurar a perfeição-que-não-existe só está a magoar as mulheres.

Actualmente acredito que chega de procurar generalidades, há que valorizar a diferença. Todas somos diferentes e isso é maravilhoso. Não, nunca conseguiremos as medidas 86x60x86, mas quantas modelos as conseguem? Poucas, e as que conseguem não é por muito tempo.

Não conseguimos todas ter uma pele perfeita, porque tal coisa nem sequer existe. As nossas auto-percepções devem ver valor no que temos. Não vale a pena tentarmos seguir um caminho que não é o nosso. Há caminhos que são atractivos, mas não são nossos. O desgaste resultante dessa luta desenfreada só causará desilusão e dissabores.

Deixo-vos vários desafios para esta semana:

– Pensem e encontrem 3 coisas que gosta em vocês (interiormente e exteriormente).

– Encontrem 1 coisa que vos torna diferentes das demais.

– Escrevam 1 coisa, durante todos os dias da semana, pelo qual são agradecidas (não vale repetir, esforcem-se e verão que encontrarão vários motivos para serem agradecidas)

– Voltem a olhar-se ao espelho (comecem por 15 segundos).

– E (este é para vocês que gostam de maquilhagem) inscreva-se num dos nossos workshops de auto-maquilhagem, verão que vão gostar e acreditem que sairão de lá a sorrir com vocês mesmas.

Sim, sou maquilhadora, mas acima de tudo o que me apaixona são as pessoas!

Apaixonem-se por vocês também.

Ana Aurélio