7 lições que aprendi em 2017

Eu sou da opinião que precisamos refletir bastante sobre a nossa vida se queremos efetivamente aprender lições e melhorá-la. Refletir é daquelas coisas que não precisamos de dinheiro e que estamos todos em pé de igualdade. Não depende de ninguém, a não ser nós mesmos e de tempo.

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Fonte Unsplash

Vou partilhar convosco as 7 lições (difíceis) que aprendi neste ano, e não só, algumas da pior forma, e que vão mudar de todo a forma como encaro este 2018 e a minha vida em geral.

  1. O trabalho não pode ser mais o importante e deve ocupar exclusivamente a importância que tem verdadeiramente na nossa vida. Quando decidi mudar a minha vida profissional há 6 anos atrás, tomei uma decisão que para muitos pode parecer fácil, mas não é. Exigiu muito esforço, muito trabalho, muitas horas a pensar e uma constante obsessão em ser bem sucedida, quase como que provando que eu tinha tomado a decisão certa, não para os outros, mas para mim mesma. A verdade é que houve momentos em que não fui muito equilibrada e me tornei uma workaholic e isso levou-me muita energia e tempo, e a verdade é que quando nos focamos no trabalho (porque pensamos que depende só de nós) enganamo-nos imenso e acabamos por nos desiludir profundamente. Por mais que me dedicasse a 100% havia sempre coisas que escapam ao meu controlo, e as falhas e fracassos foram muito dolorosos. E as vitórias são ótimas, mas serem vividas sozinha também não faz sentido. Trabalhar tanto roubou-me tempo de qualidade com quem verdadeiramente interessa, com a minha família e amigos. São as pessoas que importam verdadeiramente. Esta não foi uma lição que aprendi única e exclusivamente em 2017, mas tenho vindo a aprender nos últimos 3 anos. 2017 foi o ano da conclusão. Fazer o que gosto foi a melhor decisão que tomei (profissional), mas não era saudável estar constantemente a pensar em trabalho, porque me tornou quase obsessiva, isso acabou por me desiludir imenso. Felizmente a vida encarrega-se de nos mostrar que estamos errados e equilibrar-nos. Nem sequer estava a desfrutar do maravilhoso que é o meu trabalho.
  2.  Ser boa pessoa não significa deixar que te maltratem. Sempre fui uma pessoa simpática e acessível, ou pelo menos na maioria das vezes, e escolhi que ser mais calma e não reagir de impulso. Não o consegui sempre, como é óbvio, mas consegui na maioria das vezes. Este tipo de postura num meio agressivo como o que eu trabalho não resulta. As pessoas podem não fazer de propósito, mas acabam por nos maltratar porque sabem que nós nos calamos e não reagimos. Não foi uma, nem duas vezes, foram dezenas. E o “desculpa” (quando existe) não resolve nada. É o mesmo que colocarmos um penso rápido numa ferida profunda e esperar que ela sare assim. Não vai acontecer, mais cedo ou mais tarde o penso cai e volta a sangrar. Só termina quando dizemos um “basta”. E dizer “basta” para mim é muito difícil, mas as vezes que o disse custaram muito menos do que antevi e a sensação de confiança que trouxe confirmou que precisamos ser mais sábios nas relações que estabelecemos ao longo da vida e dizer basta não é impulsividade, é sabedoria.
  3. Dar algo por garantido é meio caminho andado para perdermos isso. Isto aplica-se em tudo, e normalmente só pensamos no que toca a coisas grandes, mas a minha grande aprendizagem foi em coisas pequenas como o desporto e alimentação. Lá porque penso que algo já é um hábito e que está garantido, a verdade é que nada é garantido na nossa vida.
  4. Cuidar de nós e da nossa saúde é obrigatório. Aprendi isto há muito tempo, mas este ano (principalmente no final) percebi que não podemos descorar de todo. Sempre fui saudável, mas isso precisa ser mantido. Cuidar da nossa saúde é obrigatório em 2018.
  5. Stress faz mal, mesmo muito mal e nós temos de bani-lo da nossa vida a todo o custo. Custe o custar, tenhamos de prescindir do que for. Eu este ano prescindi de trabalhos, e pessoas na minha vida que me causavam stress e me faziam mal. Stress mata, mas comigo tem uma guerra aberta.
  6. Dinheiro não é tudo. Eu até podia repetir esta frase, mas não a vivia. Fazia trabalhos que não gostava, suportei pessoas que me faziam mal, e deixava de fazer o que mais gostava apenas porque estava fora do orçamento. WRONG! Dinheiro não é tudo! Não digo que devemos viver acima das nossas possibilidades, apenas digo que não devemos viver com o dinheiro como o centro de tudo. Sê organizado, mas não obcecado, só isso.
  7. Ser positivo não é dizermos que está tudo bem sempre. É um estilo de vida em que verdadeiramente encaramos tudo na vida com a certeza que o melhor está por vir. Em tudo, sem exceções.

E vocês que lições aprenderam em 2017?

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Autor: Ana Aurélio

Creative and in love with people.

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