Não sou perfeita… e então?

Uma amiga minha, a Helga, convidou-me para fotografar com ela algumas peças da sua autoria. O meu primeiro pensamento foi: fixe!! O segundo (instantes depois) foi: “Eu? Eu não sou modelo, não tenho jeito para isso! Vou estragar as fotos dela!” And so on…

Na verdade eu tive naquele momento a certeza absoluta (não é que alguma vez tivesse achado!) que não era perfeita, logo eu não podia fazer aquilo.

Podemos mudar a situação, mas a nossa reação é muitas vezes essa. Achamos sempre que não somos perfeitas.

O que é isso de ser perfeita? Nem sei descrever bem o que isso é. Acham que existe alguém perfeito? Então mostrem-me alguém perfeito?

….. Pois. Não há.

Atenção que precisamos diferenciar o objetivo de ser perfeito de lutarmos diariamente para sermos a nossa melhor versão. Quem tenta todos os dias ser melhor, sabe que nunca será perfeito, logo esse não é o seu objetivo, mas sim melhorar o que lhe é possível, viver em harmonia com os que o rodeiam, alcançar os seus sonhos e viver feliz e agradecido com o que a vida lhe reserva.

Se ser perfeito não é possível, então porque temos isso sequer como possibilidade? Qual é a lógica de esperarmos algo que nunca atingiremos? Nenhuma. É apenas destrutivo. Da nossa auto-estima, da nossa auto-perceção, do nosso amor próprio.

Quem não se ama, como poderá amar incondicionalmente alguém?

O pior é que não só exigimos isso de nós mesmos, como exigimos dos que nos rodeiam igualmente, com uma frieza destrutiva. Criticamos e julgamos as falhas dos outros como se fossemos p-e-r-f-e-i-t-o-s. Que idiotas!

Da mesma forma que julgarmos os outros, seremos julgados. Porque é que as mulheres, conhecendo-se como ninguém, e tendo a certeza das suas imperfeições, são tantas vezes as primeiras a julgarem-se maldosamente? Sem dó nem piedade, apenas porque isso, de forma consciente ou inconsciente, as faz (momentaneamente) sentirem-se melhor. Ou (alguns) homens que, de perfeitos não têm nada, tratam a mulheres como modelos de acrílico e objetos descartáveis, exigindo algo que eles se se olhassem ao espelho veriam que também não são?

Que venha o primeiro “perfeito” e atire a primeira pedra ao conjunto de imperfeitos que andam por ai! Esse não atirou. Portanto pousa as pedras e sê tolerante com os outros, mas também contigo. Permite-te gostares de ti como és verdadeiramente. Com coisas que gostas mais e com as que gostas menos. Gosta e agradece quem és.

Felizmente venci os meus medos e inseguranças e tive uma tarde incrível com a minha amiga. Pude viver uma experiência única e que jamais esquecerei. No final de contas ficam as coisas que fazemos e que nos fazem felizes.

Deixo-vos algumas fotos de making of, o resultado final partilharei brevemente.

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Autor: Ana Aurélio

Creative and in love with people.

Um pensamento em “Não sou perfeita… e então?”

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