Mulheres, mulheres, mulheres

Depois da Moda Lisboa, muito se tem falado da “questão”: Jessica Athayde.

A mim choca-me particularmente esta situação. Não acredito em estereótipos de forma alguma. Somos 7 000 000 000 de pessoas no mundo, todas diferentes, porque é que nos continuamos a meter em estereótipos ridículos, que apenas nos limitam enquanto individualidades? Basta de tentarmos ser como outras pessoas só porque ignoramos a nossa individualidade. A nossa “maravilha” está em sermos diferentes, mas continuamos a ignorar a nossa individualidade em prol dos estereótipos criados que nos anulam, magoam deprimem e, em alguns casos, matam!

Não sou contra mulheres magras. Não lhes chamo “magricelas”, esqueletos andantes, e outros nomes que também se tornam ofensivos. Sou contra pressões que levam as mulheres a ser aquilo que não são. Há as que nascem com um metabolismo diferente e por isso naturalmente são magras. Nada a dizer. Nasceram assim, são assim. São lindas dessa forma. Quem não nasce assim, não tem de ser assim. Não deveria ser pressionado a ser assim. Isso sim, sou contra à pressão desmedida em se ser magra, magra até mais não. Magra e doente.

Quanto à Jéssica, o assunto é outro. Que levante a mão quem não acha aquela mulher linda? Eu acho. Linda, sensual e acima de tudo autêntica. Ela é como é. Não é magra, porque não nasceu assim. Cuida de si, mas ela é como é. E melhor, ela gosta de si como é. Porque é que criticamos o corpo de alguém, quando na maioria das vezes não estamos sequer satisfeitas com os nossos próprios corpos?

A mulher é uma continua insatisfeita. É bom e é mau. É bom, porque nos faz correr atrás de sermos melhores (não melhores que as outras, mas sim a nossa “melhor versão” de nós mesmas). É mau porque nos desmotiva, e impossibilita de vermos as nossas verdadeiras qualidades. Há que chegar a um meio termo.

O gostamos óptimo, o que não gostamos, melhoramos até estar como gostamos. É isso. Só isso.

Chega de nos compararmos. Olho-me ao espelho e sei que não há ninguém como eu. Vejo uma revista e vejo alguém que acho bonito. É isso e não passa disso. Alguém que acho bonito, mas daí a querer ser como essa pessoa, vai um grande passo. Aliás não vai passo nenhum, pois nunca conseguirei ficar igual a alguém que não sou igual.

Chega de nos criticarmos. Passemos a elogiar-nos. Quem mais se critica, mais facilmente critica os outros. Quem mais se elogia (nada de narcisismo), mais consegue elogiar os outros. Tudo depende do que permitimos que saia da nossa boca. Palavras positivas reproduzem-se em palavras positivas.

É isto.

Gosto de mim como sou. É verdadeiramente bom quando gostamos de nós. Não é?

P1040724

(sem filtros, sem photoshop)

 

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Autor: Ana Aurélio

Creative and in love with people.

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