Famoso ou anónimo?

Hoje estive a ver o Alta Definição com a Cristina Ferreira, porque tinha alguma curiosidade em a ver num papel de entrevistada e com alguma abertura para falar mais abertamente sobre alguns temas. Cerca de 40 minutos de uma entrevista que foi bastante agradável e muito rica, porque uma das muitas características positivas da Cristina é a clareza com que ela comunica as suas ideias e sentimentos – qualidade rara num mundo em que ainda se acredita que palavras raras e incompreensíveis para o cidadão comum significam comunicar bem – e que abordou temas sobre os quais todos deveríamos refletir (bastante) em algum momento na nossa vida. Vejam!

Ser figura pública, seja que por motivo for, tem sempre um lado apelativo, tal como tem um lado malogrado. A questão é que normalmente só olhamos para o lado glamoroso e esquecemo-nos da total perda de privacidade, do escrutínio constante e do alvo fácil de haters que nos tornamos. E desta parte ninguém gosta, nem está minimamente preparado.

Nós, simples anónimos, desenvolvemos um sentimento de apropriação das figuras públicas criando a nossa própria percepção de quem elas são, baseado naquilo que vemos e ouvimos. Isto sem alguma vez termos falado efetivamente com essa mesma pessoa. Isto não invalida que em alguns casos “não gostemos” de determinada figura pública apenas porque em algum momento disseram ou fizeram alguma coisa que não gostámos, como se isso não acontecesse com todas as outras pessoas do universo.

Mas tudo isto é normal, não é? O que não é normal é que isso nos dê o direito de dizer o que nos vai na “real gana”, só porque sim, ou que assumamos que tudo o que se lê é verdade. Se pararmos para pensar, sabemos o quanto nos magoa sempre que alguém não gosta de nós, e a dificuldade que é obtermos aceitação, imaginem agora para uma figura pública, que tem “todo o mundo” de olhos postos em si.

Claro que é bom termos referências, mas é importante que nunca nos esqueçamos se tratam de pessoas, com medos e dúvidas, com fragilidades e inseguranças como todos nós. Que choram e sentem dor como nós. A isto eu chamo tolerância.

Claro que todos nós gostamos de saber novidades, o que vestiu a Cristina, ou a Maria Patrícia, porque é que mudou de canal ou para onde foi de férias. Mas não precisamos saber se foi jantar fora com o namorado, primo ou vizinho. Muito menos, alimentar uma comunicação social doentia que se alimenta de dor e fragilidades de outros seres humanos apenas com o objetivo de vender. Não vale tudo, ou pelo menos, não devia.

A Cristina deixou-me a pensar em muitos aspectos. E não precisamos ser os seus maiores fãs, para reconhecer que é uma pessoa bem formada e cheia de valor, não apenas pelo que disse, mas por tudo o que conquistou num país onde nenhuma mulher antes se tinha afirmado de forma idêntica.

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f*** resolutions

Bebe-se o champanhe, comem-se as passas e fazem-se as resoluções para o novo ano. É este o ritual de todos os finais de ano. E normalmente constatamos no final de ano seguinte, se formos minimamente atrevidos, que não cumprimos metade das resoluções a que nos propusemos. Porquê? Porque resoluções não passam de ideias e expectativas, que para se tornarem realidade precisam passar a decisões.

Por isso, este ano tomei algumas decisões para 2019. E serão isso mesmo, decisões. Não serão muitas, porque há que ter alguma sabedoria e saber que mais vale poucas mas cumpri-las, que muitas e todas por realizar.

Eu percebi que colocava demasiada pressão sobre mim mesma, que se traduzia muito mais em frustração que em sucesso, e sinceramente não é suposto andarmos sempre numa luta gigantesca com a vida. Há que aproveitá-la e vivê-la da melhor forma porque só temos uma na verdade.

Feliz 2019

Sugestões de prendas de natal para quem quer ser original

Ainda ontem (na verdade foi há um ano, mas pronto!) partilhei algumas sugestões de prendas para o Natal sem gastar nada, ou muito pouco, e hoje trago novas sugestões, não tão económicas, é verdade, mas que deixarão muito felizes quem as receber. Vou tentar ser o mais abrangente possível, mas acima de tudo original e fugir ao convencional.


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Quando eu era miúda sempre disse que dar coisas para a casa não prenda de jeito, mas claro que mais cedo ou mais tarde acabamos por engolir todas as frases feitas que proferimos, e comigo não foi exceção. Hoje em dia há peças de decoração que fazem os meus olhos brilhar muito. Não sou apologista de conjuntos de cozinha (loiças como queiram chamar) todos certinhos e a condizer. Adoro peças únicas e misturá-las a meu belo prazer, podendo ser criativa como nunca. Adoro peças feitas à mão. Gosto do tosco, do assimétrico e do torto, e o carinho colocado em cada peça pelo criador sente-se mesmo. Pessoalmente acho que estas peças dão uma prenda original quer seja feita por nós ou por um ceramista. Temos cada vez mais ofertas em Portugal, mas gosto particularmente do trabalho da Anna Westerlund, e da Marta Stilwell. Há peças para vários gostos e preços, portanto opções não faltarão. Deliciem-se!

Outra prenda interessante é um workshop/curso numa área completamente nova e inexplorada. Imaginem se experiências como um curso de ceramista, ou um aula de costura, ou até um workhop de arranjos florais ou macramé, não seriam boas oportunidades para fazerem alguém sorrir? Há cursos e workshops de que quase tudo, e com gostos cada vez mais distintos, falta é dinheiro e tempo para experimentar tudo. Deixo-vos aqui algumas sugestões de locais onde poderão encontrar cursos para oferecer:

Sedimento – curso de ceramista

Aura Atelier – workshop de costura

Casulo Macramé – workshop de macramé

Flores e decoração – arranjos e outras decorações

Outra prenda que deixa toda a gente feliz são viagens. Quer seja para a cidade ou para a praia, em hotéis de luxo ou de mochila às costas, o que interessa é viajar e explorar o mundo. Se antigamente isto era impossível de oferecer, hoje é mais fácil que nunca com os cheques oferta de agências de viagem ou até companhias aéreas, o que interessa é dar. Basta escolher, pagar e fazer alguém muito feliz.

Bem, espero que estas sugestões vos agradem e já sabem que gostaria muito de ouvir as vossas ideias também.

A maquilhagem é terapêutica (e para todas!)

Embora ainda não tenha partilhado convosco, no passado dia 20 de outubro, tive a honra de ser convidada num dia muito especial no Hospital da Luz, onde falei para uma plateia de mulheres (e acompanhantes) que lutam contra o cancro. Basicamente a minha missão era partilhar com elas algumas dicas sobre como podem utilizar a maquilhagem da melhor forma, ajudando-as a sorrir e a sentirem-se mais confortáveis com a sua imagem. Dizer que gostei é pouco para a experiência incrível que tive naquela manhã. Ter oportunidade de contribuir para alguém sorrir é o motivo pelo qual faço o que faço, e naquela manhã, felizmente, vi muitos sorrisos.

E foi neste sentido que pensei em partilhar convosco algumas dicas, que também partilhei naquela manhã, para todas as mulheres que estejam nesta fase, e não só, que possam igualmente sentir-se mais confortáveis com uma imagem que, embora transitória, é necessário que se sintam bem.

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Vamos começar pela base. É possível que a vossa pele esteja substancialmente diferente. Muitas vezes fica mais seca e perde o brilho natural. Podem senti-la escamar e pode, ainda, apresentar algumas manchas ou vermelhidões. Neste sentido, proponho sempre que a vossa base  tenha alguma cobertura, sem que isso signifique ser demasiado espessa. Uma ótima opção para isto são as bases TimeWise Mary Kay. Gosto imenso destas bases, utilizo-as na grande maioria das vezes com as minhas clientes, porque são ótimas. Boa cobertura ao mesmo tempo que são muito fáceis de aplicar e oferecem um resultado natural e que dura. Vão sentir-se muito confortáveis nestas bases.

Nos olhos é que estará o maior desafio. Isto porque algumas de vocês podem ter perdido parcial ou totalmente as pestanas. Sem pestanas (e sem sobrancelhas) o olhar perde a sua expressão e aquele sentimento que já não parecemos nós acentua-se muito. Neste sentido é muito importante darmos esta definição. Como? Delineando os olhos e preenchendo ou recreando as sobrancelhas. Nenhum destes pontos é fácil, mas com prática tudo se consegue. O importante é terem produtos mais fáceis de trabalhar. O eyeliner (delineação do olho) aconselho a fazerem.no na técnica mais simples de todas: pincel e sombra preta ou castanha conforme o vosso gosto. As sobrancelhas podem fazer com um lápis, de forma a conseguirem um resultado mais natural (fundamental quando não temos as nossas sobrancelhas). Recomendo o lápis de sobrancelha da Mary Kay. O truque para um bom lápis é uma textura nem demasiado mole, nem demasiado duro. Acaba por ser aí que está o segredo.

Porque o rosto só fica completo com a modelação, também este passo poderá ser um ótimo recurso. Porquê? Porque devolve estrutura e cor ao rosto, que muitas vezes se desvanece quando não estamos saudáveis. Escolham produtos mate (sem ser o iluminador, claro!) e gostarão certamente do resultado final.

Um batom nunca faz mal a ninguém, e a vocês também não fará. Escolham a cor e textura que mais gostarem. Lembrem-se que um delineador vos ajudará em caso de perderem o contorno natural dos lábios.

Queria só terminar lembrando que beleza é muito mais um estado, e a maquilhagem não transforma ninguém só traz ao de cima o que cada um tem de melhor (disfarçando o que esconde a nossa verdadeira beleza). Nesta fase dificil da vossa vida acreditem em vocês e acreditem que vocês já são mais que vencedoras!


Sheet mask que nos esvaziam a carteira, mas que mudam a nossa pele.

Quando se fala em sheet mask pensa-se logo em tratamento barato e instantâneo. Esta era uma realidade, mas a verdade é que estes tratamentos evoluíram imenso, e hoje em dia temos cada vez mais máscaras que podem ser mesmo bem mais caras e produzir resultados incríveis a curto e médio prazo. Basicamente tudo aquilo que o público gosta as marcas esmiuçam até ao tutano, criando mil e uma versões desse mesmo produto, da versão mais barata à mais cara, com o objetivo de nos ver felizes (esperamos nós) e vender muito (a realidade).

Eu, que já devo ter testado máscaras de meio mundo, tenho vindo a pesquisar sobre o que fazem verdadeiramente, as melhorias que acrescentam ou nem por isso, as que têm efeitos instantaneos e as que são mais duradoras. As sheet masks, por mais potentes que sejam nunca serão um produto de fundo na nossa linha de tratamento. Serão sempre muito mais orientadas para um resultado mais imediato, ainda que possa fazer parte de um tratamento completo.

Hoje partilho convosco duas máscaras que, na minha opinião, se distinguem das demais, porque acabam por ter resultados distintos e mais profundos que quaisquer outras que eu tenha utilizado. Os preços não são convidativos, mas deixaram a minha pele incrível, preenchida e mega hidratada.

The OOZOO, Hydro Lift. Esta máscara compra-se na Sephora e custa cerca de 9€. Tem uma aplicação super original porque o líquido “mágico” está numa seringa que depositamos dentro da sheet mask até esta ficar embebecida e poder ser colocada no rosto. A pele fica in-crí-velllllllll. Luminosa e resplandecente. Dá vontade de repetir esta máscara todas as manhãs só para me sentir linda e maravilhosa.

Bio-Cellulose Mask Timewise Repair, da Mary Kay. Se a outra é cara este rebenta a escala: vendem-se em caixas de 4 máscaras e custa 85€ (sim é verdade!). Agora não comparem esta máscara às demais. A pele fica transformada dias e com um toque incrível. Esqueçam qualquer ideia que tenham do que é ficar com a pele radiante, porque quando experimentarem esta máscara vão perceber a verdadeira diferença entre o que é médio e o que é de topo. Quando a aplico toda a gente me pergunta se coloquei iluminador na pele toda, porque a minha fica mesmo espectacular! Vale tanto a pena, nem imaginam!