Como comprar perfumes de marca aos preços mais baixos? Eu sei como!

Quem gosta de comprar o que quer, aos melhores preços, que levante a mão se faz favor! Pois bem, já vos tinha falado deste site (há muito tempo, é verdade), e dos preços maravilhosos que tem. É nada mais, nada menos que o site da Perfumaria Primor, uma loja espanhola que tem os melhores preços do mercado a tudo (ou quase tudo).

Pois bem, eu andava a namorar este perfume, Yes I am da Cacharel, nas nossas perfumarias há algum tempo, mas ficava sempre indecisa porque perfumes não me faltam e o preço para 30 ml era de 49,90€, o que não me apetecia gastar. Estão a ver aquela ideia de para dar este dinheiro por um perfume prefiria comprar outra coisa que me fizesse mais falta (como se eu tivesse falta de alguma coisa efetivamente). E lá fui adiando.

No final da semana passada dei uma volta numa perfumaria e vi que estavam com 20% de desconto, mas ainda assim o preço não mudava mais que 10€. Então lembrei-me do site da Primor e imaginem, o perfume lá custa 29,90€, ou seja menos 20€ que em qualquer perfumaria no nosso país. Dá para imaginar esta diferença? Mas as coisas boas não ficam por aqui: a encomenda chegou em menos de 72h úteis, com entrega gratuita por transportadora, notificação por email para sabermos sempre onde anda a nossa encomenda, e têm, ainda, a opção de pagamento à cobrança sem o acréscimo de qualquer valor. Se quiserem, ainda, acrescentar às coisinhas boas, os produtos vêm super bem acomodados e ainda com uma amostra oferta a acompanhar.

Desafio-vos a encontrar um perfume que seja mais caro neste site que numa perfumaria portuguesa!

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Recentemente partilhei um artigo em que expliquei o porquê de ter deixado de usar base diariamente. E, de facto, esta não foi uma mudança isolada, e a verdade é que foi mais um reflexo de algumas decisões que fui tomando nos últimos anos. Ser maquilhadora não significa (e já falei sobre isso) estar todos os dias maquilhada com as últimas tendências e técnicas inovadoras. Significa sermos profissionais habilidosos que “lêem” rostos e em cada maquilhagem que fazemos destacarmos o que cada rosto tem de melhor. Por este motivo é, para mim, completamente irreal ter a pressão de andar diariamente maquilhada, só para mostrar o que sei fazer. Claro que tenho os meus apontamentos, as minhas sobrancelhas levam sempre um apontamento e adoro máscara de pestanas, mas isso não significa andar muito maquilhada.

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Photo by MARK ADRIANE on Unsplash

À medida que vamos crescendo (ou envelhecendo, depende da perspectiva) há pontos de vista que se alteram, e estas percepções vão-se reproduzindo em decisões e ações que mudam o rumo da nossa vida.

Uma das minha maiores decisões foi decidir dar zero de importância ao que me faz mal e prejudica (pessoas, atitudes, o que for) e valorizar mais as coisas pequenas e consequentemente as grandes. Ah e tal todos dizem isso… sim, é verdade, e fazer? Dá um trabalho dos diabos. Mas a verdade é que embora não o consiga sempre, vou conseguindo na maioria das vezes e, para mim, isso já é uma vitória. Não podemos evitar os problemas e dificuldades na vida, mas de certeza que podemos decidir o impacto que isso tem na nossa vida. Admito que no início não consegui fazer nada disto, mas com o passar do tempo consegui pequenas vitórias que me ajudaram a tomar decisões muito importantes na minha vida. E, de repente, aquilo era muito mau e grave, tornou-se muito menos importante e muito mais relativo, deixando espaço na minha mente para o que era verdadeiramente importante. Valorizar uma viagem de carro por um caminho alternativo e aprecisar a paisagem, tomar um chá num pôr-de-sol, uma tarde de brincadeira com as crianças da minha vida, jantar no chão da sala com a minha companhia favorita são coisas que valorizo muito mais hoje. Nós não precisamos tanto de coisas, mas precisamos muito mais de relações e momentos que nos façam felizes.

Esta é só uma pequena parte do que é valorizar as coisas pequenas. A vida é rica em pequenos momentos de felicidade. No entanto, nós só preseguimos os grandes e raros momentos de felicidade, por pensarmos que isso sim é a felicidade. Mas isso só faz com que sejamos menos vezes felizes, e vivamos a vida inteira em busca de ser feliz, quando ela esteve sempre ao nosso lado, sem que tenhamos dado por ela.

É só para mim que isto faz sentido? Gostava de ouvir as vossas opiniões.

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Cabelo espanador: a luta continua!

Lembram-se do meu dilema com o cabelo espanador? Pois bem continuamos na luta! Entretanto dei-lhe um valente corte e intensifiquei os meus cuidados diários. Percebi que não estava a fazer o suficiente e que precisava procurar mais produndamente o que lhe fazia realmente falta. Muitas vezes limitamo-nos a uilizar os produtos de mais se fala e, por vezes, isso não é suficiente, porque os produtos não resultam da mesma forma para todos. É otimo seguir conselhos de quem sabe, mas precisamos testar e tirar as nossas próprias conclusões.

Por isso, precisei procurar mais fundo e perceber o que precisava o meu cabelo: hidratação. Mas não valia tudo, porque eu detesto o cabelo colado à cabeça, e quando se fala de cabelo hidratado o resultado mais comum é cabelo lambido.

Percebi que fórmulas mais naturais ajudam e aos poucos fui acertando até chegar à minha rotina diária do momento, sem demasiados produtos, apenas eficaz.

Comecemos por champô. Eu gosto sinceramente desta ideia da Yves Rocher I<3myPlanet. Gosto dos produtos, já usei gel de banho de aromas maravilhosos e este champô (Champô concentrado, para todos os tipos de cabelo), e a ideia destas embalagens compactas é uma ótima. Eu que tenho inúmeros produtos no banho, se todos forem gigantes não há espaço para nada. A ideia de ajudar o ambiente é sempre um ponto a favor. Este champô é super agradável, e deixa-me o cabelo solto, ou seja, não o deixa demasiado “mole”, sem que isso signifique deixá-lo demasiado crespo. É um equilibrio perfeito.

Como máscara, tenho adorado a Hair Food da Fructis de Macadamia. Amo o aroma, o meu cabelo adora o “alimento” e estamos felizes! É um produto sensacional, com uma hidratação que não pesa mas que se sente. Adoro deixar o cabelo secar ao natural e o aroma que fica no cabelo é delicioso. Encontram este produto em qualquer supermercado. Uma dica muito importante: escorram muito bem o cabelo antes de aplicar e deixam-na ficar o máximo tempo possível no banho.

Por fim o óleo. Óleo? Como assim? Mas não disseste que gostavas de leve? Sim, disse e é possível usar um óleo no cabelo sem este pesar, basta escolher acertadamente. O que mais tenho usado nesta altura é da OGX Nourishing Coconut oil. Cheira verdadeiramente a côco e é uma delicia. Combina leite, óleo de côco e proteína de albumina (contém biotina que ajuda a um cabelo saudável). É um óleo mais fluído e não pesa, mas nurtre e amacia as pontas do cabelo. O aplicador é em spray, o que me permite direcionar melhor a aplicação. Esta marca é só deliciosa. Conheci-a nos EUA e a agora que a temos por cá (exclusiva Continente) fico muito feliz!

E vocês, o que têm usado?

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Porque é que deixei de utilizar base?

Eu própria pensei bastante no porquê, porque na verdade acho que acabou por ser uma decisão muito natural. Tudo começou coma reação esquisita que a minha pele teve e precisei andar com a pele “nua” durante uns dias. Primeiro estranha-se porque estamos dependentes daquele resultado flawless, e aos poucos comecei a habituar-me a ver a minha pele ao natural, e não desgostei assim tanto. Na verdade é tanto investimento na pele para tê-la sempre escondida? Não fazia sentido até porque sou uma sortuda e tenho uma pele super equilibrada.

Claro que não me tornei uma fundamentalista, porque sempre que preciso de uma maquilhagem mais requintada recorro às minhas bases favoritas. Mas faz-me pensar nas minhas motivações no que toca ao uso da maquilhagem. Ter boa maquilhagem é ótimo, mas cuidar da nossa pele é o que verdadeiramente traz mudança.

Tenho utilizado um produto que tenho gostado imenso, CICAPAIR, da Dr. Jart, porque não sendo maquilhagem acaba por uniformizar a minha pele, além de a hidratar (sim, porque é um creme hidratante!) e proteção solar com SPF30. O irónico deste produto é que se ajusta a todos os tipos de pele, e quando digo todos, é mesmo todos. Li inúmeros reviews antes de o comprar, e todos eram concordantes com a capacidade quase milagrosa de se adaptar aos inúmeros tons de pele que andam por este mundo. Como fazem isto? Não faço ideia, mas com a cosmética coreana é isto, eles rebentam sempre a escala! Sendo um creme e correspondendo desta forma, é um produto que recomendo muito. Não é muito barato, mas aconselho-vos a comprarem o tamanho mais pequeno e experimentarem o produto, até porque a Sephora nem sempre tem tester nas lojas. Não se assustem quando experimentarem pela primeira vez o produto porque parece uma pasta meio espessa, e é preciso espalhar bem pelo rosto, mas o resultado final vale a pena. Pele linda e protegida é o que se quer todos os dias.

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I feel pretty… not!

Na semana passada a minha amiga Mafalda disse-me, “Ana, tens de ver um filme que tem tudo a ver contigo”, fiquei curiosa e vi-o ontem. Deixou-me a pensar profundamente no quão danificada está a autoestima das mulheres. Mas vamos por partes, estou a falar do filme I Feel Pretty, com a Amy Schumer. Não quero ser spoiler, até porque recomendo a todas verem este filme, mas conta a história de Renee Barrett, uma jovem que tem um sonho: ser bonita! Um dia ela sofre um acidente e quando acorda e se vê ao espelho acha-se uma mulher linda, ainda que fisicamente nada tenha mudado. E aí começa a aventura. Fartamo-nos de rir com as loucuras dela e são quase duas horas muito bem passadas.

Mas é a mensagem do filme que dá que pensar. A verdade é que vivemos aprisionadas numa tentativa louca de sermos mais bonitas, porque para nós “ser bonita” está baseado em estereótipos limitativos, e vazios de realidade, que nos roubam a oportunidade de encontrarmos a nossa beleza individual e de vivermos uma vida (que só nós a podemos viver) em busca de algo tão vazio e perecível como a beleza exterior. Sabem que este é um tema repetente para mim, pois já falei bastante sobre isso aqui, e em várias ocasiões tive oportunidade de fazer ouvir a minha voz transmiti a ideia que beleza é um conceito que foi alterado para um padrão limitativo e irreal, profundamente injusto para as mulheres. Os nossos padrões de beleza estão assentes em rostos manipulados por Photoshop e cirurgias plásticas (nada contra, mas é verdade). Que comparação justa podemos fazer entre um rosto real e um rosto retocado? Que justiça há em compararmo-nos a fotos retocadas digitalmente? É insano aceitar que nos deixamos aprisionar porque algo tão injusto quanto isto. Tantas vozes que facilmente enumeram injustiças neste mundo e se esquecem tantas de vezes deste jugo desigual que as mulheres vivem diariamente.

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Photo by Kyle Loftus on Unsplash

Frases como “ama-te como és” e “tu és linda” podem ser repetidas inúmeras vezes, mas enquanto não acreditarmos verdadeiramente e agirmos nesse sentido, não conseguimos fazer a diferença. Eu própria, que defendo estas ideias há anos, e tantas e tantas vezes me autodestruo com comentários depreciativos à minha imagem. Ainda que eu diga que estou a brincar, a verdade é que as palavras têm poder, e em momentos difíceis essas ideias ficam-nos gravadas na mente. Quantas vezes damos por nós a olhar para outras mulheres, observando cada pormenor e tantas vezes nos sentirmos aliviadas (ou consoladas) porque vemos uma barriguinha saliente, ou rugas, ou umas estrias marotas a subir pelas costas de outras mulheres? É aquele consolo básico de vermos que também são humanas! Não devia ser assim. Não devíamos estar naturalmente atentas a fenómenos como celulite, rugas, gorduras, marcas ou manchas porque isto é normal!

Se queremos mesmo gerar mudança temos um longo caminho pela frente, porque há demasiadas ideias e imagens cravadas na nossa mente e possivelmente levará gerações até nos libertamos disto. Mas a mudança tem de começar por algum lado: por nós em primeiro lugar, aceitando-nos como somos, e decidindo viver da melhor forma possível a nossa vida. Sorrindo para cada diferença, “banhita” ou pneu que tivermos, aceitando que não competimos com ninguém e que o nosso único foco é sermos a nossa melhor versão possível, custe o que custar.

Para as empresas, por favor, acabem com imagem de marca irreais. E atenção que as mulheres reais não são apenas as mais gordinhas! São também muito magras, baixas ou demasiado altas, as que têm gordura localizada, cicatrizes, estrias, manchas, rugas, e poderia continuar por aqui fora. Mulheres reais somos todas nós, portanto sejam abrangentes, e não considerem apenas um ou dois exemplos. Sejam reais como nós somos. Procurem dar resposta às nossas necessidades, e encontrem a beleza de sermos tão diferentes umas das outras. Não nos façam sentir mal, vendendo uma imagem que nunca poderíamos alcançar. Eu até compreendo aquela ideia de “perfeição”, mas isso resulta em robots, não em seres humanos! Querem ser perfeitos? Criem produtos e serviços para nos fazer sorrir, pois não há nada mais perfeito que o sorriso humano.

Ao mundo em geral. Cessem a crítica fácil e barata. Guardem para vocês apreciações que facilmente podem destruir uma pessoa. Mulheres, hoje em dia, somos nós as mais violentas no que toca a destruirmo-nos umas às outras, quando supostamente deveríamos entender-nos melhor que ninguém. Criticamos uma mulher que faz, que diz, que pensa, apenas porque sim. Perdemos a noção do certo e errado e fazemos estes ataques quase gratuitamente, como busca por um conforto natural. Chega.

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